O Lira Paulistana

Uma casa paulistana feita de música e festas

Painel com imagens que mostram a história do Lira Paulistana

O Lira Paulistana nasceu da transformação da casa da família Lira. Primeiro, foi residência e, depois, tornou-se escola de música. Ao longo dos anos, seus ambientes foram preparados para uma nova vocação, inspirada na maneira acolhedora com que a família sempre recebeu as pessoas: abrir as portas para festas e celebrações de verdade.

Uma casa construída para viver com conforto

Francisco Lira, conhecido simplesmente como Lira por parentes e amigos, viveu em Santos antes de se mudar com a família para São Paulo, em 1991. Foi na capital que os filhos nasceram e cresceram, fortalecendo os laços com a cidade e tornando a família paulistana de coração.

Na Aclimação, Lira construiu, na Rua Topázio, a casa onde passou a viver com a família. Anos mais tarde, o imóvel ganharia novas funções.

Engenheiro especialmente atento ao conforto acústico, Lira adotou na construção paredes espessas e alvenaria dupla em diferentes pontos — um cuidado que teria grande importância no futuro da casa.

Uma estrutura que favoreceu o ensino de música

Em 2015, 24 anos depois da mudança para São Paulo, Lira decidiu criar no imóvel um projeto ligado à música. O objetivo era contribuir para a formação cultural das pessoas, sobretudo dos mais jovens, que estavam muito presentes no convívio do casal e dos filhos.

O nome reuniu duas partes da história da família: o sobrenome Lira e a expressão Paulistana, que traduz o vínculo afetivo construído com a cidade. A escolha também levou em conta duas importantes referências da cultura paulistana, apresentadas mais adiante nesta página. Elas reforçaram a ligação entre o nome e a vocação musical do projeto. Assim nasceu o Lira Paulistana.

A antiga residência, então, tornou-se uma movimentada escola de música. Salas, estúdios e áreas de convivência herdaram os cuidados acústicos da construção e receberam novos tratamentos. Passaram a acolher alunos, professores, instrumentos e ensaios em um ambiente especialmente favorável à música.

A casa foi consrtruída no início dos anos 90, já com cuidados voltados ao conforto acústico.

Aluno em aula de bateria na escola de música do Lira Paulistana

Essa base favoreceu a criação de uma escola de música com salas acusticamente preparadas.

O lugar que faltava em São Paulo

Francisco Lira sorri com uma taça na mão enquanto músicos se apresentam ao fundo no Lira Paulistana.
Jantar no piso intermediário do Lira Paulistana

Receber pessoas, reunir amigos e conversar ao redor de uma mesa farta sempre fizeram parte da vida de Lira, à esquerda, e de sua família. Esse prazer em receber inspirou uma nova transformação no imóvel, sem interromper as aulas de música — projeto que já havia conquistado a família e permanece ativo até hoje.

Foi assim que o Lira Paulistana também abriu suas portas para festas de verdade: celebrações em que todos podem comer e beber à vontade, em uma casa acolhedora junto ao Parque da Aclimação.

Hoje, quem conhece essa nova fase do Lira Paulistana tende a chegar à mesma conclusão: São Paulo estava mesmo precisando disso!

Um nome entre a poesia e a música

Painel com a evolução histórica do nome Lira Paulistana

Muito antes de Lira se estabelecer em São Paulo com a família, a expressão Lira Paulistana já ocupava um lugar na cultura local. Mário de Andrade a criou para dar título a seu último livro de poesias, dedicado à terra onde nasceu e viveu, entre 1893 e 1945.

Décadas depois, o nome reapareceu no Teatro Lira Paulistana, fundado em 1979 diante da Praça Benedito Calixto. O espaço tornou-se um importante centro da produção musical independente ligada à Vanguarda Paulista, recebendo artistas como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Ná Ozzetti e o Grupo Rumo.

Hoje, a expressão Lira Paulistana volta a ecoar em São Paulo por outro motivo: é assim que a família Lira expressa seu amor pela cidade, por meio de uma casa de festas tão impactante quanto a poesia e a música que imortalizaram esse nome.